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História da Filosofia
em 40 Filmes - 2011

História da Filosofia
em 40 Filmes - 2010

Assim Vivemos 2009
Assim Vivemos 2007
Assim Vivemos 2005
Assim Vivemos 2003
Nouvelle Vague DF
Clandestina Liberdade DF
Clandestina Liberdade SP
Analógico Digital
Mostra Um Olho no Livro Outro na Tela
Short Film Festival 2005

Analógico Digital

A história nunca deixa de acontecer, tudo é história. Com o passar do tempo, podem-se averiguar os fatos acumulados e determinar o que importa para entender um contexto específico. É um processo contínuo, no qual uma realidade se impõe sobre as outras. No caso do cinema e das demais expressões artísticas, esta sucessão de fatos forma uma linguagem, uma tradição. Impossível precisar o impacto da era digital nesta história, até porque ela começou a ser escrita agora.

Grande parte da produção cinematográfica continua a ser em película, embora quase todos os filmes sejam editados em computador. Os motivos são vários e passam pela qualidade de imagem superior do suporte analógico e pela flexibilidade dos programas de edição virtual. O choque de tecnologias ocorre também na comercialização. Se o custo reduzido na captação e na finalização em vídeo seduz realizadores, estes são obrigados a fazer cópias em 35mm para penetrar num mercado em que milhares de exibidores seguem fiéis ao padrão tradicional. Em outras palavras, o cinema de hoje é tanto analógico quanto digital. Vive-se um momento de transição.

O que esperar de um modelo que dispensa a película? Para o artista, mais frutífero do que especular sobre o futuro deve ser desfrutar o presente. Da mescla da linguagem que reinventou as outras (o cinema) com uma derivada da televisão e que também tem histórico de experimentação formal (o vídeo), é de se esperar que se consolide uma terceira - vinculada aos valores estéticos de ambas, mas renovada. Há muito a testar nesta fase de inter-relações. Ainda que a película não tenha cumprido seu ciclo, do vídeo digital pode surgir outro cinema.

Estas idéias motivaram a realização da mostra

Analógico Digital. Na mesma medida que mune o público de informações práticas, levanta as questões mal-resolvidas em período de incertezas. A programação conta com 20 longas-metragens de diferentes nacionalidades e sete curtas brasileiros. Mesmo tendo sido lançados em 35mm, todos foram produzidos em vídeo ou com o auxílio de computação gráfica. Os filmes em questão apontam esta contradição. Já se esboça uma história a partir dela, a do cinema digital. Esta se revela repleta de nuances, o que indica uma variedade de possibilidades para a própria arte.

Gustavo Galvão - Cineasta

Mostra de cinema
17 a 29 de abril no CCBB - Rio de Janeiro
09 a 27 de maio CCBB - São Paulo
29 de maio a 17 de junho no CCBB - Brasília

Sinopses dos filmes

Programação no Rio de Janeiro
Programação em São Paulo
Programação em Brasília


Patrocínio:
Banco do Brasil

Realização:
Centro Cultural Banco do Brasil

Concepção e curadoria:
Gustavo Galvão

Produção:
Lavoro Produções Artísticas

Produção executiva:
Lara Pozzobon

Assistentes de produção:
Guilherme Campos (Brasília)
Maria Gabriela Ramos (São Paulo)
Simone Evan (Rio de Janeiro)

Textos:
Gustavo Galvão

Revisão de textos:
Daniele Sousa e Silva

Assessoria de imprensa:
Liliam Hargreaves (Rio de Janeiro)
ProCultura/F&M (São Paulo)
Tátika Comunicação e Produção (Brasília)

Design e produção gráfica: Anticorp Design
Agradecimentos: Jorge Ruffinelli

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